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‘Champanhe rosa': uma nova droga ainda mais letal usada entre os jovens

O princípio ativo da droga feita em laboratório é o MDMA, popularmente conhecido no Brasil como “MD” ou “Michael Douglas”. No último fim de...

O princípio ativo da droga feita em laboratório é o MDMA, popularmente conhecido no Brasil como "MD" ou "Michael Douglas". No último fim de semana, no Reino Unido, a droga matou uma pessoa e deixou outras dez em estado grave
O princípio ativo da droga feita em laboratório é o MDMA, popularmente conhecido no Brasil como “MD” ou “Michael Douglas”. No último fim de semana, no Reino Unido, a droga matou uma pessoa e deixou outras dez em estado grave

No último fim de semana, em Manchester, na Inglaterra, uma pessoa morreu e outras dez ficaram em estado grave devido ao uso de um novo tipo de ecstasy, que tem tomado conta das noites na Europa. De acordo com informações da ‘BBC Brasil’, o “champanhe rosa”, diferente do formato popular em comprimidos coloridos, é vendido em forma de cristais, o que pode tornar difícil medir a quantidade consumida, com risco maior de overdose.

Champanhe rosa

As autoridades abriram uma investigação sobre o uso da droga. Segundo a Polícia de Manchester, a nova versão é “particularmente mais forte”, com efeitos mais potentes que a original, o que também pode ter influenciado sua popularidade repentina.

O princípio ativo da droga feita em laboratório é o MDMA (metilenodioximetanfetamina), popularmente conhecido no Brasil como “MD” ou “Michael Douglas”. De acordo com relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), em 2016, pelo menos 20 milhões de pessoas já consumiram alguma variedade da substância. Além disso, as anfetaminas e o ecstasy alcançaram o segundo lugar em número de usuários no mundo todo, atrás apenas da maconha.

O porte do ecstasy, independente de seu formato, é proibido na maioria dos países, inclusive no Brasil. Na Europa, o Reino Unido e a República Tcheca são os países com as maiores taxas de consumo de MDMA.

Como age o MDMA

A droga age como um desinibidor, liberando substâncias neurotransmissoras responsáveis pelo prazer. O usuário fica em estado de agitação, extroversão e felicidade durante horas. Porém, depois desse pico de euforia, surgem efeitos negativos mais fortes, como alucinações, exaustão física e mental, sensação de vazio e lentidão de raciocínio.

“Quando o MDMA é absorvido pela corrente sanguínea, ele atinge o cérebro, causando a liberação de diversos compostos químicos. O cérebro libera principalmente serotonina, mas também noradrenalina e dopamina. Isso é o que dá a sensação de prazer”, disse Adam Winstock, psiquiatra fundador da organização Global Drug Survey, que realiza pesquisas sobre o uso de drogas pelo mundo,  à BBC.

Riscos

No entanto, os efeitos podem ser adversos e muitas pessoas não conseguem superá-los sozinhas, precisando de assistência médica. Em excesso, o uso pode acarretar em desidratação, músculos rígidos, respiração acelerada, inconsciência, espasmos, convulsões e até mesmo a morte. “Se você toma ecstasy demais, estes mesmos componentes químicos liberados pelo cérebro podem fazer com que seu coração comece a bater rápido demais e acabar com a euforia e a energia. Você começa a se sentir ansioso, nervoso e agitado.”, disse Winstock.

Mortes

Segundo o especialista, o número de mortes tem aumentado no Reino Unido e elas podem acontecer de três formas: ataque cardíaco, superaquecimento e excesso de água, o que causa desequilíbrio no metabolismo. Quando o corpo fica com altos níveis de serotonina, dopamina e noradrelina – ativados com o uso da substância – ele pode sofrer desidratação e superaquecimento. Porém, devido ao aumento da sede e da Síndrome da Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIADH), inibindo a liberação de urina, os usuários podem beber água demais e não conseguir eliminá-la.


Segundo informações da BBC, no Reino Unido, 57 pessoas morreram depois de tomar ecstasy em 2015. “O risco, em geral, é pequeno e até mesmo as pessoas que vão para a emergência hospitalar costumam voltar ao normal em dois ou três dias”, explicou Winstock. “Mas a única maneira de não correr nenhum risco é optar por não usar a droga”.

Fonte: Veja

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